ANSEIO
Helena Verdugo Afonso
Amor, vivo tão só, nesta tristeza,
onde minha alma se desfaz em pranto,
longe do teu olhar cheio de encanto.
em que fiquei eternamente presa.
Tão longe ando de ti, numa incerteza
de ter-te, minha vida! No entretanto,
vai crescendo este amor, mas, tanto e tanto,
em místico fervor, como quem reza!.
Ando faminta, cheia de desejo
dessas carícias tão de mim ausentes,
que me enlouquecem, e que em ti prevejo...
E morro na paixão que mal pressentes,
e perdem-se pelo ar, cheios de pejo,
os beijos que te dou e tu não sentes...
Amor, vivo tão só, nesta tristeza,
onde minha alma se desfaz em pranto,
longe do teu olhar cheio de encanto.
em que fiquei eternamente presa.
Tão longe ando de ti, numa incerteza
de ter-te, minha vida! No entretanto,
vai crescendo este amor, mas, tanto e tanto,
em místico fervor, como quem reza!.
Ando faminta, cheia de desejo
dessas carícias tão de mim ausentes,
que me enlouquecem, e que em ti prevejo...
E morro na paixão que mal pressentes,
e perdem-se pelo ar, cheios de pejo,
os beijos que te dou e tu não sentes...
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